sábado, 28 de dezembro de 2013

Título de propriedade é a solução para a "desfavelização".


Célia Regina, moradora do Cantagalo, uma das que já foram beneficiadas com o documento que assegura a propriedade da casa: O título dá segurança à gente - Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Definitivamente, este é o caminho. Só assim conseguiremos avançar na "desprecarização" da moradia nestas comunidades. Não conheço os aspectos específicos desta iniciativa. Contudo, estou convicto que esta é a direção correta.
O que me assusta é mentalidade retrógrada que sempre aparece contra o mercado. Medo da especulação? Que bobagem! Quer dizer que os cidadãos da cidade regular podem se beneficiar da valorização de seus imóveis, mas o cidadão da comunidade não pode? A todo momento, cidadãos vedem seus imóveis de moradia por causa da grande valorização, sobretudo para fins comerciais. Quase sempre, estes cidadãos se beneficiam enormemente da temida especulação. Na ampla maioria dos casos, o valor obtido com a venda da velha casa ou apartamento é suficiente para se comprar um imóvel mais novo e mais confortável. 
Portanto, a eventual saída do morador não é uma ameaça, é uma grande oportunidade. Muitos imóveis destas comunidades estão em áreas muito cobiçadas por grandes construtoras e incorporadoras, que, por sua vez, estão dispostos a pagar muito mais do que os habituais moradores e empresários destas comunidades.
Apesar de muitos destes imóveis terem belas vistas e facilidades de acesso - características que os valorizam pela localização muito mais do que pela construção -, são construções precárias e insalubres, com pouca possibilidade de melhoria. Assim, o título de propriedade dará, aos seus proprietário, a chance de converter estes ativos em dinheiro por valores muito maiores, pois a demanda aumentará em volume e poder de compra. Donos de "barracos" e casebres poderão se mudar para apartamentos e casas maiores e mais confortáveis em áreas melhor urbanizadas.

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